segunda-feira, 7 de maio de 2012
Sinto minha vida íntima exposta na capa de um jornal, como se ela fosse única e palpável. Há uma rotatividade infinita de mim, ainda que eu seja insuficiente para mim mesma. É como se eu vivesse esperando pelo futuro que quando se torna presente, quero que seja passado. Não sei me habituar ao tempo dos acontecimentos vivos, tão mais existentes quanto eu. Quero existir num tempo impossível.
Eu antiga era melhor e eu futura serei maior, costumo achar. No presente sou sempre nula. Finalmente posso concluir: não existo. O que vive em mim são os acontecimentos. Não eu, propriamente. (Melina Flynn)
segunda-feira, 16 de abril de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
Ain't no sunshine...
E foi como assistir o sol sumir, centímetro a centímetro, mais distante a cada piscar de olhos. Muito embora soubesse que o fim não tardaria, - e de tão próximo, o breu já não mais evitava borrar os alaranjados do céu- eu apenas consegui estagnar ao vê-lo partir.
Ele se foi, deixando para (em) mim uma noite longa e escura pela frente.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Fim?
Como consome a alma a dúvida instalada: é como observar a própria felicidade pendendo à beira de uma mesa, na eminência de movimento. Essa agonia corrosiva da espera pela queda, em que a brisa mais leve (ou até o mais simples descaso alheio) é capaz de fazê-la despencar.
Mas como explicar esse brilho que possuem os meus estilhaços de felicidade que repousam ao chão?
(Talvez a felicidade continue eterna, mesmo após todo o impacto...)
domingo, 28 de agosto de 2011
Sobre indecisões...
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
(des)ilusões.
Ainda me sinto como um gurizinho quando vejo algo brilhante em meio à escuridão. Por mais racional que seja a minha criança interior, a curiosidade e a fantasia ainda me instigam mais do que qualquer razão ou medo. Naquela pressa disfarçada, as pernas –bambas- caminham sem nem pensar nos passos em falso que se pode dar até que lá se chegue. O que importa mesmo é alcançar o brilho antes que ele ou ofusque os olhos ou apague-se de repente sem que se tenha a chance de chegar mais perto... Nem que seja para descobrir que, no fim, tudo não passava de um inútil caco de vidro.