Isto é carência.
a gente se impõe, às vezes,
para realinhar os pensamentos...
isto é equilíbrio.
Isto é um princípio da natureza.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma...
E foi como assistir o sol sumir, centímetro a centímetro, mais distante a cada piscar de olhos. Muito embora soubesse que o fim não tardaria, - e de tão próximo, o breu já não mais evitava borrar os alaranjados do céu- eu apenas consegui estagnar ao vê-lo partir.
Ele se foi, deixando para (em) mim uma noite longa e escura pela frente.
Como consome a alma a dúvida instalada: é como observar a própria felicidade pendendo à beira de uma mesa, na eminência de movimento. Essa agonia corrosiva da espera pela queda, em que a brisa mais leve (ou até o mais simples descaso alheio) é capaz de fazê-la despencar.
Mas como explicar esse brilho que possuem os meus estilhaços de felicidade que repousam ao chão?
(Talvez a felicidade continue eterna, mesmo após todo o impacto...)